sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

ABC da Boa Música (B)



«23», Blonde Redhead.

Se no primeiro capítulo deste abecedário, a escolha era quase indiscutível (os Arcade Fire são talvez a banda mais importante da década), ao chegar à letra as coisas complicaram-se. Entre os Bloc Party (do incontornável «Silent Alarm»), Beirut ou até o génio Beck, era difícil eleger alguém. Por fim, a escolha recaíu nos Blonde Redhead, uma das bandas que mais me surpreendeu num concerto. Formado por uma japonesa e dois gémeos italianos, este invulgar trio que só poderia ter nascido em Nova Iorque faz das suas actuações experiências quase sobrenaturais. Tive oportunidade de assistir à primeira e única presença da banda em Portugal, por ocasião do concerto dos Interpol no Coliseu de Lisboa, e mesmo desconhecendo a discografia fiquei literalmente siderado. Vivendo a música com uma intensidade e dedicação admirável, os Blonde Redhead criam em palco um ambiente que não deixa ninguém indiferente. Uma actuação que polarizou a minha atenção do início ao fim.

3 comentários:

Menina Limão disse...

Eu estava disposta a ir a Lisboa de propósito por 30 minutos de Blonde Redhead, borrifando-me para os Interpol, não fosse esta uma escandalosa inversão dos papéis (a diferença de popularidade não deveria explicar tudo).

Mas eu escolheria Beirut.

E retirava o «talvez» do primeiro parêntesis.

Miguel Vaz disse...

Lembro-me de ver muita gente no Coliseu cuja principal motivação era assistir a Blonde Redhead. E hoje, de facto, olhando em perspectiva, recordo com mais intensidade o concerto do trio nova-iorquino do que a actuação (a resvalar para o piloto automático) dos Interpol. A diferença de popularidade não explica tudo.

Quanto à razão de não ter escolhido Beirut (nestas coisas há sempre uma razão), deve-se ao facto do projecto de Zack Condon já ser um repetente neste blogue. Quando aos Blonde Redhead, não tinham ainda, inexplicavelmente, aparecido por aqui.

Na altura em que escrevi este postal confesso que hesitei perante o «talvez» do primeiro parêntesis. É difícil não lembrar os The Strokes, que acabaram por ser mais influentes do que a banda canadiana.

Menina Limão disse...

Mas só os Arcade Fire são geniais. ;)

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